
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Sonâmbula

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Álcool e ironia

Buscando um novo rumo...
Um lugar distante, só meu. Não há ninguém por perto. Uma casa, e eu sei que é pra mim, sei que ela está lá pra mim. Eu entro, e as paredes são verdes. As janelas de madeira estão pintadas de roxo. Tem uma cama dentro do quarto, baixa, de aço, daquelas de hospital em filme da Segunda Guerra Mundial. Num armário velho e tombado em um canto, uma vitrola. E alguns discos. Escuto a voz de Billie Holiday arranhar o silêncio. E vejo que, embaixo da janela, há um baú. Velho, as arestas cor de cobre desacascadas. No baú, um diário. Um diário que conta toda a minha vida, em detalhes. Todos os erros, os acertos, tudo aquilo em que eu procurei não pensar está ali, escrito e registrado. Meus amores, minhas dores, minhas mentiras. Momentos em que eu não me orgulho de mim. Leio, paro, rôo as unhas. Tento dormir. Pego o diário de novo. Saio para dar uma volta. Volto a ler. Começo a rir, descontroladamente. Pulo capítulos. Largo novamente a leitura. Respiro fundo. Leio os capítulos que pulei. Sorrio involuntariamente em certas passagens. Dou socos na parede de ódio de outras. Mas continuo lendo. Sinto medo, vergonha, orgulho, alegria e a mais profunda tristeza enquanto mudo as páginas. Mas não posso mais parar de ler. Leio a descrição desse mesmo quarto, e do mesmo baú. Viro a página, e está tudo em branco. Aí penso.
Cada folha é originalmente branca. Cada folha originalmente, não contém uma história. Cada história não é feita de folhas, mas sim de palavras. Cada vida não é feita de dias, mas sim de escolhas. O problema é quando a gente tenta escrever por cima do que já passou. Ou quando a gente espera demais, e quando vê, o livro acabou. E a gente não escreveu nada.
Cada minuto, cada página é uma nova chance. A chance de uma vida.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Sou eu.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
"And now we all know the words were true"

Não quero falar sobre o que já foi. Nem fazer um balanço sobre tudo o que aconteceu. Foi ruim, e foi bom. Mais bom do que ruim, no geral. E não quero fazer longas digressões sobre como "não foi bem assim". Foi o que foi, e o que significou no momento, embora agora seja apenas uma lembrança.
Incomodou. Doeu. Mas passou.
Mas não desejo suavizar, não quero que seja "e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu". Não há o que dizer. Não há o que fazer. Não há mais nada pra sentir. Mas eu não quero amenizar o que foi, pra mim, avassalador. Pois só o ser humano possui essa capacidade de deturpar emoções e situações já vividas. E pode tirar algo disso, ou pode não tirar nada.
A maioria não tira nada.
Fica por aí dizendo que, no fim das contas, perdeu seu tempo com algo que não valia a pena. Não vou dizer que não valeu a pena.
Foi real pra mim. Mas acabou. E ponto.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
She said unpredictability is my responsability, baby

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
She buys a new dress for the party, she always looks good in red, turns around, in front of a mirror, and disappears inside of her head...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
It's cause of these things...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008
This is the time of your life, but you just can't tell

Loneliness is silent, but the windows are open.... Still, there is so much to figure it out. And there are things unsaid, burning in my throat, things I just can not say because there's too much to loose. But confusion is not a choice, it's just a state of mind.
And I wish I felt nothing.


