sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Caros amigos de outrora (uma amizade perdida)

Caros amigos de outrora,

Saibam que os amo. Mesmo que não me entendam. Mesmo que eu não os entenda. Mesmo que tenha ficado tanto a ser dito.

Saiba que ainda lembro, e que ainda sinto. E que me dói a distância. E que apesar de tudo, e de nada, eu jamais vou esquecê-los.

Embora já não se lembrem de mim.

O que mais dói não são os erros. Meus ou de vocês. Ninguém é inocente. O que mais dói é o quanto tudo foi descartável. Como se fosse reciclável. Como se realmente não fizesse a diferença. E não é. Pra mim, não é.

Quando achei que a noite ia me engolir, o silêncio de vocês, caros amigos, foi quase ensurdecedor. Queria tanto explicar o que eu não podia, o que eu não queria, o que eu não sabia. E o quanto eu sentia muito tudo isso. Mas já é tarde. E falar para quem já não escuta é cantar para as paredes. Todos nós sabemos no que acreditar.

Tudo o que tenho para oferecer é o desejo de que tenham uma boa vida, caros amigos de um dia.

Deixo, como lembrança para vocês, o meu afeto, embora este já não lhes sirva de nada.

Vejo-lhes um dia no passado, já que ele é tudo o que restou.

Adeus

5 comentários:

Anônimo disse...

Lindo... Divino ... Teu texto é tudo de bom!

André disse...

Espero que seja um texto fictício.

Anônimo disse...

Gostei. Dedicaria a muitos amigos essas palavras.

Felipe Attie disse...

Sincero?

Unknown disse...

Lindo...
Resumiu o que sinto no coração muitas vezes...